Trilho dos Moinhos na Povoação tem valor histórico e público que importa preservar, defende PS/Açores

PS Açores - Há 5 horas

O PS/Açores sublinhou hoje a importância do trilho da levada do Moinho do senhor António Aguiar, na freguesia de Nossa Senhora dos Remédios, na Povoação, alertando para o impacto do seu acesso condicionado num percurso com valor histórico, ambiental e identitário para a comunidade local.

Na Assembleia Legislativa Regional, o deputado Gualberto Rita disse que o trilho em causa integra o Trilho dos Moinhos da Ribeira dos Bispos e serviu, durante gerações, para a circulação entre a Lomba do Alcaide e a Lomba do Loução, assegurando o acesso a habitações, à igreja, a terrenos agrícolas e a diversas utilizações do quotidiano da população. “O que aqui está em causa é a reposição do acesso público” a um percurso que faz parte da memória coletiva daquela freguesia, afirmou.

Gualberto Rita salientou ainda que, no âmbito das audições realizadas pela Comissão, ficou claro tratar-se de “um espaço com relevância histórica, paisagística, ambiental e identitária” para a freguesia e para o concelho da Povoação, acrescentando que também ficou demonstrado que já foram tentadas várias vias de diálogo e entendimento, sem que tenha sido encontrada, até ao momento, uma solução.

O deputado do PS/Açores valorizou igualmente o reconhecimento, por parte da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal, do interesse público daquele percurso e da importância da sua reabertura integral, sobretudo na zona das levadas, precisamente a mais distintiva e valorizadora do trilho. Nesse sentido, considerou que o trajeto alternativo atualmente existente não substitui plenamente o percurso original, nem o seu valor histórico e patrimonial.

Para o PS/Açores, impõe-se agora que as entidades competentes avancem com determinação na procura de uma solução, explorando “todas as vias possíveis, administrativas, jurídicas e de mediação”, para garantir uma resposta justa, equilibrada e respeitadora do interesse público.

“Proteger este trilho não é apenas abrir uma passagem. É preservar a história de uma comunidade. É respeitar a sua identidade. E é garantir que aquilo que pertence à memória coletiva não desaparece atrás de um muro ou de um portão”, concluiu Gualberto Rita.

 

Horta, 15 de abril de 2026